sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Liga da Justiça - o Filme


(O Que Achamos?) - Liga da Justiça 
Por Ricardo Paes - Espaço Nerd

De: 0-5
Nota: 3.0 (BOM!)
Cenas pós-créditos: DUAS!
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Chega aos cinemas um dos filmes mais aguardados da VIDA, não só por fãs dos quadrinhos, mas sim por todos os que já passaram suas manhãs assistindo os desenhos produzidos pela Hanna – Barbera, que levou o nome de Superamigos, onde tivemos nosso primeiro contato com a Liga da Justiça, mesmo sem saber a relevância que isso teria hoje!
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As notícias que nos foram entregues durante a produção do filme da Liga, eram preocupantes – A saída do diretor Zack Snyder, problemas com Ben Affleck (Batman), a entrada de Joss Whedom e a necessidade de fazer alguns "ajustes", antes de levar o filme as telas. Enfim, o medo foi instalado!
Mas uma "LUZ" surgiu e algo bom e agradável aconteceu.
Os heróis no cinema, tanto DC quanto Marvel, estão vivendo o seu momento, alguns bons outros nem tanto, porém tudo o que é produzido é importante para o crescimento de uma franquia. Os erros são tão importantes quanto os acertos, eles lapidam e percorrem caminhos que levam para o sucesso!
Dito isso, vamos falar sobre Liga da Justiça - O Filme.
Apesar de acelerado, filme consegue passar uma boa impressão para nós fãs. O tom sombrio tão presente nos filmes anteriores de Snyder, já não faz parte dessa nova caminhada que ao meu ver, começou com a chegada da Amazona, Diana Prince, nossa Mulher-Maravilha.
Veja, o tom sombrio, não sumiu! Agora ele é apenas um coadjuvante tentando ter o seu espaço na produção.

A interação entre os heróis é convincente. Vê-los compartilhando suas habilidades já vale o ingresso. Algo muito bem inserido e que pode causar algum desconforto para alguns fãs é o humor.
Os personagens
Algo muito esperado também foi a inclusão de alguns novos heróis e claro, a formação da Liga da Justiça. Flash / Barry Allen (Ezra Miller), é um dos grandes acertos. Ele é sem dúvida o alívio cômico necessário do filme.
E por falar em humor, em minha opinião, Liga da Justiça, tem o seu próprio tom para a comédia. Tudo bem, ela pode até ter comprado os mesmos ingredientes que a Marvel, no entanto, cada um tem o seu modo de preparo.
Aquaman (Jason Mamoa) ou 'AquaDrogo', é uma boa surpresa, que deveria (e vai), ser mais explorado. Cyborg (Ray Fischer), não teve lá a sua importância, mas deveria!

Mulher-Maravilha e Batman, são o coração da produção. Seus diálogos e comportamentos, mudaram um pouco desde seu último encontro em Batman Vs Superman, isso é fato. Mas o que não muda, é a vontade de continuar assistindo ao bom trabalho desses dois.
Enfim... Superman!
O seu retorno é óbvio e sinceramente é um dos grandes momentos do filme. Apenas isso!
E as referências e homenagens?
Preciso ir direto para trilha sonora. Ela é uma das homenagens mais aparentes da produção.
Danny Elfman, que trabalhou com Tim Burton em Batman (1989), é o responsável por nos causar a mais gostosa nostalgia. As clássicas trilhas de Batman (1989) e Superman (1979), estão presentes em um contexto onde se fundem dando um novo corpo e dessa junção, uma nova trilha foi criada.
Gostei!
E sim, as referências não param por aí. Muitos fãs dos quadrinhos, irão identificar algumas e interessantes homenagens.
Mesmo com altos e baixos quanto aos efeitos visuais, um vilão fraco e uma narrativa problemática, Liga da Justiça, está sim, caminhando para um futuro promissor.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Cinema: Thor - Ragnarok



(O Que Achamos?) - Thor: Ragnarok
De: 0-5
Nota: 4.0 (Ótimo!)
Cenas pós-créditos: Duas.

Bem compassado, divertido e afiadíssimo quanto ao seu humor ácido, Thor: Ragnarok é o melhor filme solo do Deus do Trovão, até agora.

Quando chegou as telas em 2011, Thor (Chris Hemsworth), tinha tudo para surpreender a todos, pois estávamos na ‘ERA’ do nascimento dos filmes de herói e nesse momento tudo que surgia era esperado com muita ansiedade pelos fãs.
O humor e a forma de se estabelecer, fez com que a Marvel criasse sua própria maneira de fazer filme e assim conquistou e conquista até hoje muitos fãs – Aqueles que já eram leitores assíduos e os que são apreciadores do cinema de herói sem se preocupar com os quadrinhos.
Dito isso, Thor foi bem aceito, porém desde sua aparição (2011), nunca teve um desempenho que o firmasse como aquele herói querido. Mas o tempo fez bem ao Deus do Trovão, que anos depois ganhou o seu segundo filme solo, Thor: O Mundo Sombrio e acabou se destacando entre os fãs e teve uma pegada bem mais segura que o primeiro filme.
E chegamos em 2017, o ano que Thor: Ragnarok, dirigido por Taika Waititi, chega aos cinemas usando a velha fórmula Marvel, porém com um tom bem diferente já vivido pelo herói.
Divertido e Irreverente...
Conhecido por suas comédias independentes e um tanto curiosas, (Assista ao filme: O Que Fazemos Nas Sombras), o diretor Taika Waititi, teve total liberdade para expor suas ideias e características em Thor: Ragnarok, que acabou deixando a seriedade nórdica de lado para ser um herói fanfarrão, sem perder o tom.
O filme –
Exagerado! É assim que o filme caminha até o seu final, mas isso não é um ponto ruim. Ruim seria se esse exagero se firmasse como um incômodo a cada cena e deixasse o longa sem vida e arrastado.
A interação entre os personagens é perfeita. O humor, que por sinal está muito bem sincronizado e com um timing perfeito, é praticamente parte central da trama, que realmente continua simples. (Lembre-se da fórmula Marvel!).
Não tem como deixar de citar, Guardiões da Galáxia, quando o assunto é estético e trilha. O colorido e o figurino escolhido para o longa é realmente o reflexo do sucesso de Guardiões. O diretor, no entanto, caprichou muito ao criar o planeta Sakkar, dando sua visão a esse lugar poluído de cores e destroços.
A trilha sonora é regada por sintetizadores e Led Zeppelin – Será que ficou bom? Sim ou Claro!
Os personagens –
Jeff Goldblum (Grão Mestre) se destaca ao dar vida ao líder descontraído de Sakkar. A vilã Hela, vivida por Cate Blanchett, tem um visual intimidador e sua presença de cena é como sempre, poderosa. Outro personagem que chamou bem a atenção e em minha opinião acabou se destacando bastante, foi Korg (o alienígena com visual de pedra), interpretado pelo próprio diretor, Taika Waititi.
Hulk (Mark Rufalo) é talvez a “atração”, mais aguardada do filme e não decepciona. O modo como foi inserido e os “diálogos” entre ele e Thor, agradam bastante e solidifica a amizade entre os personagens.
Enfim, com muita ação e humor constante, isso talvez possa incomodar o mais saudosista dos fãs, Thor: Ragnarok tem um bom desempenho e se solidifica como o melhor filme solo do herói.

Por @riRicardo Paes // Espaço Nerd Dvdshop Locadora
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